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O TAL DO PRESENT PERFECT
Escolhi
dividir essa tirinha com vocês por um motivo bastante especial – a tentativa de
desmistificar o famigerado Present
Perfect. Aposto que só de falar / pensar no tal Present Perfect muitos já sentem calafrios. E por que será que isso
acontece? Muito provavelmente porque em algum momento alguém já falou que “Present Perfect é muito difícil”, ou
porque aquele monte de regras nunca fazem sentido. Bom, se esse é o seu caso, você
precisa começar a enxergar tudo isso de uma perspectiva bem diferente.
Concordo
– se você ficar se apegando às regras gramaticais, e nomes, e porquês, vai
ficar mesmo difícil de entender... O mais importante de tudo é saber em que situações
usar essa ou aquela expressão (combinação de palavras, chunks, collocations...),
conhecer alguns exemplos que você tem certeza que estão certos para poder
adaptar e aí expressar suas próprias idéias.
Por
que se preocupar em ficar decorando regras e mais regras se não é isso que lhe ajudará?
Não é isso que irá fazer com que você tenha um inglês mais fluente e que soa
mais natural. Alguma vez você já se pegou pensando nas regras gramaticais do português
ao conversar com seus amigos, ao contar como a sua semana foi? Alguma vez não lembrar
o nome de um tempo verbal em português o impediu de se comunicar efetivamente? Não!
Não e não! O mesmo acontece em inglês – não saber os nomes e os porquês não ira
lhe impedir de ter fluência e comunicar-se efetivamente; invista seu tempo e
energia no que realmente irá lhe ajudar a atingir seus objetivos.
Observe
o que está ao seu redor. Tire proveito dos exemplos interessantes que você percebe
ao ler um texto, ao assistir ao seu seriado favorito. Tente adaptar o aprender
de novo quando possível, ou tente incorporar a novidade ao que você naturalmente
usa no seu dia-a-dia.
O
exemplo que escolhi para explorar faz parte do segundo balão: I’ve had insomnia all week.
Como
podemos perceber, insomnia faz parte
do que aconteceu com ele essa semana, do que ele vivenciou essa semana. Ficar
mais simples e ficarmos na “zona de segurança”, podemos começar trocando insomnia por outros problemas de saúde
dessa semana.
* I’ve had insomnia all week.
* I’ve had a headache all week.
* I’ve had a migraine all week.
* I’ve had a stomachache all week.
* I’ve had hiccups all week.
* I’ve had cramps all week.
Legal,
né? Eu particularmente adoro ver como uma frase pode, facilmente se transformar
em muitas outras! E pare para pensar comigo: à partir do momento que você
estiver atento, essas tais “frases adaptáveis” ficarão cada vez mais evidentes
para você. Você não precisa ter sempre alguém para lhe dizer o que adaptar ou não.
Você é responsável pelo seu conhecimento, então esteja de olhos abertos e
arrisque! Se não estiver seguro, conte com a ajuda de um amigo, um professor, a
minha... E tente verificar se aquilo que você construiu está no caminho certo
ou não.
Francamente:
será que eu preciso mesmo explicar as regras do tal do Present Perfect para você entender e começar a usar os exemplos
acima? Será?
Podemos
ser ainda mais audaciosos e trabalhar com ”I’ve
____________ all week.”, mas isso fica para um próximo post.
E
será que há mais para ser explorado nessa tirinha? Sim, e muito! Continue
acompanhando esse post para updates.
FLUENCY X ACCURACY (FLUÊNCIA X PRECISÃO)
Infelizmente boa parte dos alunos de inglês aqui do Brasil ainda acha que ter fluência é falar a língua perfeitamente, sem erro nenhum, conjugando os verbos certinho, usando os auxiliares na ordem certa para formar as perguntas... Claro que estar preocupado com isso é importante... Mas nem sempre.
Não cometer erros de gramática é ser mais accurate (exato, preciso), e não mais fluent (fluente). Estar preocupado com uma melhor fluência, acredite, não é o mesmo que estar preocupado em não errar. Você ainda é parte do grupo de pessoas que pensa assim? Lembre-se que se você ainda não está obtendo o resultado desejado, deve mudar de atitude também, mudar de ponto de vista talvez! Insistir em fazer sempre a mesma coisa, ter sempre o mesmo olhar, não trará novos resultados para você.
Muitos alunos também acham que o dia no qual poderão falar inglês ainda está por chegar - pior de tudo: na cabeça de alguns esse dia nunca chega! Muitos alunos querem que chegue logo o dia no qual poderão participar de discussões acaloradas sobre "assuntos difíceis", nos quais vomitarão todo aquele vocabulário o qual ficaram gravando como uma lista infinita de item depois de item... Querem que chegue logo o dia no qual poderão, com todo orgulho, dizer que finalmente sabem falar inglês.
Ser fluente não é sinônimo de usar palavras e estruturas complicadas. Ser fluente não é conseguir discutir Jean-Paul Sartre: ser fluente é conseguir comunicar-se efetivamente, é conseguir falar aquilo que você quer sem tropeços e solavancos. Se você quer ser fluente você quer se fazer entender, você quer soar bem, soar natural.
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