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MORE ON COLLOCATIONS & CHUNKS OF LANGUAGE

Hoje tive a satisfação de sair da sala de aula sabendo que a maioria dos alunos entendeu a importância do estudo de collocations, e não somente palavras isoladas. Foi com bastante satisfação que, ao perguntar o que os havia chamado atenção em um texto, ouvi respostas do tipo do a postgraduate course, e não somente postgraduate, que foi o que de fato saltou aos olhos de todos. Foi nesse momento que percebi que o investimento que fiz em ajudá-los a prestar atenção nas palavras que naturalmente aparecem juntas deu bons frutos!

Vocês conseguem perceber a diferença que isso faz, como traz segurança na hora de produzir algo (escrever um texto, conversar...)? Conseguem perceber que com isso podemos deixar de gastar tempo e energia preciosos com questionamentos desnecessários?

Imagine-se você, aluno , querendo dizer que você faz pós. Muito, mas muito provavelmente você irá se questionar se deve usar do ou make. Percebe que se no seu caderno só tiver anotado postgraduate você não conseguirá se expressar com segurança? Se você conseguir estar sempre alerta para a forma com que as palavras se combinam, principalmente para aquelas combinações que não lhe soam naturais e que não são parecidas com sua língua nativa, mais rápido conseguirá sentir progresso significativo com os seus estudos.

Se mais estudantes e professores soubessem da importância que isso tem, do impacto positivo que isso pode causar nos resultados obtidos por todos, ninguém esperaria nem mais uma aula antes de começar a mudar a forma de trabalhar a aquisição da língua.

Alegria semelhante tive em um grupo de crianças com em média 7 anos de idade. Na aula anterior a esta da qual falo agora haviamos praticado como pedir um material escolhar emprestado para o colega. Ao verem a figura eles não produziram rubber, eles naturalmente falaram can I borrow you rubber? Foi muito gostoso de perceber que o chunk que haviamos praticado (can I borrow your ... ?) consegue ser usado por eles para pedir qualquer material que precisem.

Você professor, tem ajudado seus alunos a perceber mais do que palavras novas isoladas?

Você aluno, já consegue ver a importância de ver tudo em contexto?

THE RIGHT COMBINATIONS

Hello my dears! Se você tem vontade de aperfeiçoar o seu inglês para soar cada vez mais próximo de um nativo, esse post deve ser lido até o fim!

Tenho corrigido muitas atividades ultimamente, e os erros que os estudantes mais cometem são aqueles nos quais há uma evidente interferência da L1 (Português). Muitos ainda acreditam que a tradução palavra por palavra é sim uma boa pedida, e não aceitam que em inglês, muitas vezes, a combinação de palavras usadas para expressar a idéia X não será a mesma combinação de palavras usadas no português. Se você ainda não leu os posts anteriores sobre chunks e collocations, o que você está esperando?

Mas o que fazer então?

Estejam sempre atentos ao que os nativos falam, às combinações de palavras que naturalmente usam e... Anote, copie, imite! Principalmente aquelas que parecerem "estranhas", que vocês sentirem que não produziriam naturalmente, por conta própria. Estejam atentos ao que seus professores falam em sala de aula, ao que seus cantores favoritos usam em suas lyrics, aos filmes que assistem...

Recorram às suas anotações quantas vezes forem necessárias até que o que vocês anotaram fique "automático" para vocês. Sempre desconfiem das combinações que estão usando se não tiverem certeza de que estão certas; tenham esse tipo de preocupação, queiram soar o mais natural possível.

Bem, tudo isso para falar que a dica de hoje os ajudará a resolver muitos problemas de collocation - um dicionário! Vocês já ouviram falar de dicionário de collocations? Esse é o tipo de dicionário que mosta que combinações de palavras são naturais, ou não, em uma língua. O meu favorito é o da Oxford, dêem uma olhadinha na imagem logo abaixo:


Será que se vocês tiverem vontade de falar que vão "fazer uma festa" vocês podem falar "make a party", ou "do a party"? Se estiverem na dúvida, vejam o que está circulado na imagem acima. Esse dicionário irá mostrar para vocês que verbos vocês podem usar com "party", que prepositions que são usadas, que adjetivos normalmente descrevem as parties...

Não esperem mais, tenham já o seu dicionário em mãos! Se preferirem, baixem o dicionário aqui e o tenham em seus computadores. É preciso ter um login para baixar os materiais do site, mas não é preciso pagar nada e é um site seguro - baixo muita coisa de lá! Se vocês tiverem 150 reais para investir, comprem na Livraria Cultura. Seu eu pudesse, certamente compraria um para mim!

CHUNKS E O PAPEL DO PROFESSOR

Na aula de hoje um aluno me perguntou porque a palavra "interesting" tinha "ing", se "ing" serve para falar sobre o que está acontecendo neste momento. Para que eu pudesse dar uma resposta satisfatória para este aluno teria que começar a enfileirar vários usos para "ing", e certamente vomitaria uma gramatiquês que talvez fizesse algum sentido naquele momento, mas que certamente depois seria esquecido.

Esta pergunta me fez pensar no quanto estamos mergulhados em uma metodologia de ensino focada na gramática normativa do inglês. Por mais que estejamos vendo abordagens diferentes sendo cada vez mais aplicadas e defendidas, essa abordagem gramatical está tão enraizada no sistema de ensino tradicional que muitos alunos, mesmo sem o saber, acabam cobrando isso do professor.

Muitos infelizmente ainda sentem que não aprenderam nada se não tiverem uma regrinha anotada no caderno no final da aula, e ficam super felizes com uma lista de palavras, isoladamente uma após a outra, que no dia seguinte não farão idéia de como usar, já que não têm o contexto, um exemplo de uso, palavras que combinam com aqueles que foram anotadas na sala de aula...

Muitos alunos ainda acreditam que se eles não souberem analisar uma sentença gramaticalmente o seu aprendizado não foi efetivo; muitos querem saber os pormenores e porquês de tudo o que pretendem dizer, e isso é o que muitas vezes acaba por levar os alunos a acreditarem que nunca vão aprender inglês - acreditarem que precisam de anos e anos de estudo para conseguirem se expressar efetivamente. Imaginem o quanto isso pode ser frustrante!

ACHANDO O QUE INTERESSA

Pensando no que escrevi sobre fluência, collocations e chunks of language, resolvi mostrar para vocês na prática um exemplo de como a coisa toda funciona, tentando ajudá-lo a abrir os olhos para “o que interessa”.

Um dos contextos nos quais a língua flui naturalmente é a música, então escolhi uma de minhas favoritas para fazer este exercício inicial com vocês.

O que você tem que ter em mente é o quão importante é a observação; quanto mais atento você estiver para o inglês que acontece naturalmente ao seu redor, mais sensível aos chunks você ficará. Nesta música que escolhi para vocês há obviedades e sutilezas; guiarei vocês para que fique tudo fique mais fácil de notar. Logo, logo vocês é que estarão compartilhando comigo as descobertas que fizeram, contribuindo para que mais e mais estudantes consigam também se beneficiar do que vocês encontraram.

Com dedicação, muito em breve você começará a perceber combinações que se repetem, expressões idiomáticas (já que você tentou traduzir uma frase ao pé da letra não fazem sentido nenhum!)...

Notar algo que você considera valioso permitirá a você incorporar algo a mais ao seu inglês, e fazendo disso um exercício constante, os frutos que você colherá lhe trarão benefícios a curto, médio e longo prazo.

A partir do momento que você aprende algo de novo, a sensação de poder fazer uso daquela estrutura para soar ainda melhor é uma delícia! Isso dá a todos a sensação de progresso, de estar conquistando aquilo que se almeja; ter sempre essa sensação de não estarmos estagnados faz com que estejamos sempre motivados a crescer e aprender cada vez mais.

Então você já sabe que se pegar aquele chunk e guardar no fundo de uma gaveta, quando quiser usá-lo novamente talvez você tenha um pouquinho mais de dificuldade. Para que esperar? E esperar pelo que? Faça o seu melhor para poder usar frequentemente tudo o que aprende. A princípio você sentirá que essa prática pode ser um tanto quanto mecânica, e até um pouco forçada dependendo do seu ponto de vista, mas nada que o passar dos dias não varra da sua mente. Em médio e longo prazo o seu inglês estará tão mais fluente que você se surpreenderá ao olhar para trás e ver o quanto você progrediu – e em menos tempo do que você imaginava.

E por que foi que escolhi esta música como a primeira? Porque lembro do quanto ela me marcou no começo do meu curso de inglês. A cada vez que a ouço lembro de como eu fiquei feliz quando a minha professora (Tatiana!) contou para o grupo que nós iríamos ter uma “song activity” – bons tempos aqueles!

Você conhece essa cantora? Clique na foto e descubra a música que me marcou, além de muito mais para deixar seu inglês ainda melhor!

Enjoy!

CHUNKS OF LANGUAGE

Quando escrevi sobre fluência, falei para vocês da importância de saber juntar as palavras de forma correta e natural. Um idioma não se faz de palavras isoladas, mas sim de grupos de palavras que geralmente aparecem juntas.

Imagine um estrangeiro aprendendo português. A palavra "cabeça" é uma palavra fácil. O desafio é saber como essa pala se combina com as outras! o barato é saber falar que o chefe é um cabeça dura, que você está de cabeça quente por conta dos problemas, que aquele vizinho é um cabeça de bagre, que aquele estagiário é um cabeça oca...

É esse tipo de postura que devemos ter ao aprender inglês - procurar saber como as palavras que aprendemos se combinam com as outras.

Essa temática é muito explorada por aqueles que entendem o quanto a Abordagem Lexical (Lexical Approach) faz a diferença na hora de ensinar e aprender uma língua estrangeira. Essa abordagem defende exatamente o que foi dito acima: o aluno desenvolve-se melhor e consegue fluência com mais rapidez por estarem aprendendo a identificar e usar o que chamamos de itens lexicais - os chunks.